A inclusão pressupõe que todos os alunos devem ser acolhidos na escola regular. As deficiências criam, por vezes, obstáculos e atrasos no desenvolvimento psíco-afetivo das crianças.
Como criar as condições de acessibilidade e de igualdade para todos a fim de eliminar as desigualdades sociais, a questão põe-se, frequentemente, e, por isso, parece-nos que a diferenciação é fundamental.
O que é a diferenciação?
As matérias (o cognitivo), os métodos, as fontes, as atividades adaptam-se às necessidades de TODAS as crianças. Técnicas de diferenciação tendo como referência a criança (o que aproveita da aprendizagem, os seus interesses).

Apresentação ao grande grupo- discussão e partilha
2. Dramatização – instruções para a dramatização: cada grupo vai utilizar as seguintes questões para desenvolver a atividade.
Trabalho em grupo com um mediador que dará a palavra e tirará conclusões a partir dos elementos recolhidos.
Este mediador não pode adicionar elementos.
O objetivo pretendido é voltar à problematização das necessidades do aluno NEE.
Diferenciação, isto quer dizer dar mais opções aos alunos para encontrarem informação. Isto significa observar e compreender as diferenças e as semelhanças ente os alunos e utilizar essa informação para planificar o ensino. Eis uma lista de alguns princípios base que constituem a base do ensino diferenciado. Um dos princípios mais importantes da educação inclusiva é que dois alunos nunca são idênticos; as escolas inclusivas têm, então, um papel fundamental para dar a todos os alunos a oportunidade para aprenderem e de serem avaliados de diferentes formas. Os professores das escolas inclusivas devem ter em consideração uma vasta gama de métodos de ensino/aprendizagem (visual, auditivo, quinestésicos, etc.) na concepção da atividade de ensino.
Para a operacionalização da educação inclusiva, há três opções metodológicas que são fundamentais : as inteligências múltiplas e os estilos de aprendizagem, a abordagem multinível e a concepção da aprendizagem universal.
A abordagem a diferentes níveis pode ser caracterizada como um modelo completo e sistemático que visa o sucesso de todos os alunos, oferecendo um conjunto integrado de medidas e apoio à aprendizagem adotados em função da resposta dos alunos a estas medidas. Esta abordagem chama-se multinível quando se reduzem as medidas de apoio à aprendizagem por nível de intervenção.
Uma das características deste modelo é a organização por níveis de intervenção que são determinados em função da resposta dos alunos.
O objetivo estratégico das abordagens multinível não diz respeito à avaliação da aprendizagem, mas à avaliação da aprendizagem para que a avaliação formativa possa tem um carácter central. Os dados da avaliação formativa constituem provas pertinentes das estratégias pedagógicas, do progresso dos alunos e do processo educativo da escola. Em função da análise completa e integrada destes dados são determinadas as intervenções ou as medidas de apoio.
A concepção universal da aprendizagem (DUA) é uma abordagem do programa de estudos baseada numa planificação intencional, proactiva e flexível das práticas pedagógicas, tendo em conta a diversidade dos alunos na turma. Reconhecendo que o modo como cada aluno aprende é único e particular, uma abordagem do programa de estudos única e inflexível não garante as possibilidades de aprendizagem para todos os alunos.
Assim, as práticas pedagógicas oferecem oportunidades e alternativas acessíveis a todos os alunos no que diz respeito aos métodos, materiais, utensílios, apoios e tipos de avaliação, sem mudar o nível de desafio e mantendo as expetativas de aprendizagem elevadas.
Pôr em ação estas práticas implica uma abordagem flexível e personalizada por parte dos professores, para que eles envolvam e motivem os alunos na situações de aprendizagem, na apresentação da informação e na avaliação dos alunos o que permite que as competências e os conhecimentos adquiridos se possam manifestar de diferentes modos.