Caminhando para uma escola inclusiva na Europa

O espírito da lei na Europa e a ética da inclusão
Curso N° 1: Como explicar a evolução as políticas de cuidado da deficiência?

  150 minutos 

 

Conteúdo

 

Ohlando para a história recente, pode-se notar que a legislação para a deficiência fez progresso depois da 1ª Guerra Mundial. A partir daí, as pessoas com deficiência foram reconhecidas como iguais aos outros membros da sociedade. A sociedade, por outro lado, tem o dever de se adaptar para remover os obstáculos ao exercício desse direito. Como se pode  explicar esta evolução? 

Materiais de apoio

 

TRONCO/ E

 

 

 

TRONCO /E

 

 

 

 

 

Desenvolvimento 

1. Organizar um debate sob o tema. Se tivesse que legislar sobre a deficiência, que objetivos teria para sevir da melhor maneira o interesse geral?

Trabalho de grupo 3-4 pessoas (15-20 minutos). Num flip chart, cada grupo apresenta os seus objetivos ao outros grupos. O formador resume a discussão. Trabalho sem cartões (os participantes apresentam as suas ideias e conhecimento

Duração: 60 minutos

 

2. Segunda parte do debate: 

na vossa opinião, a filosofia humanista pode ter tido uma influência nas polítcas de cuidado com os deficientes?

Trabalho individual com supote da Net (a influência da corrente humanista e da “nova educação) - leitura; 15 minutos - discussão. O formador resume a discussão.

Duração: 30 minutos

 
 

 

 

3. Há outros fatores que possam explicar a mudança de atitude em relação à deficiência?

Discussão livre, o formador recolhe as declarações dos participantes.

 

Duração: aproximadamente: 15-20 minutos

 

 

 

4. Questão controversa a ser introduzida durante o debate: 

ver o problema do ponto de vista económica e eficácia pedagógica, não seria mais proveitoso para a sociedade isolar os deficientes para não impedir os outros alunos de aprender e deste modo facilitar o trabalho do professor?

 

 

Os participantes dividem-se em 2 grupos. .

O Grupo 1 apresenta os desafios num flip chart;

o grupo 2 apresent argumentos para a educação inclusiva.

Duração: 50 minutos.

20 minutos (discussão em grupo), 20 minutos (apresentação de dois pontos de vista) + 10 minute0 resumo.

 

Descrição do processo de aprendizagem

 

 

Respostas esperadas:

 

1/ Uma lei da deficiência, para um país menbro da UE, deve ter em conta os valores da Convenção da ONU ratificada pela UE em 2010. Os seus objetivos devem, assim, ser:

  • respeito pela dignidade, autonomia individual e independência ddas pessoas
  • Não-discriminação
  • total e plena participação e integração na sociedade
  • igualdade de portunidades
  • Accessibilidade
  • Respeito pelo desenvolvimento das capacidades da criança com deficiência e respeito pelo direito das crianças deficientes de preservarem a sua identidade

Deve ir ao encontro de duas exigências:  :

  • Criar as condições para uma sociedade harmoniosa ao providenciar solidariedade e adaptações para todos os deficientes.
  • Salvaguardar o interesse público ao assegurar que as escolhas políticas geradsa pela lei beneficiam a maioria das pessoas.

2/ O humanismo é um movimneto de pensamento que coloca o homem no centro de todas as preocupações, abandonando qualquer consideração dogmática ou divina. Esta filosofia, que apareceu no Renascimento em Itália, teve um novo vigor depois da Segunda Guerra Mundial. Defendia uma perspetiva otimista do homem que dizia ser capaz de aprender e melhorar ao longo da vida.

Pra os humanistas, a pedagogia é muito importante, uma vez que incentiva as crianças a afastarem-se dos dogmas irracionais e a progredirem livremente.

Muitos grandes educadores inspiraram-se na filosofia humanista para apresentar a concepção da escola baseada em:

  • Respeito pela personalidade da criança
  • Uma noção de diálogo entre o professor e o aluno
  • Espírito de emulação entre os alunos
  • Alternar as atividades de diversão e educativas
  • Abertura para a sociedade real e para o mundo

Os pedagogos humanistas do Renascimento resumiram esta concepção de pedagogia muito bem através de uma frase sugestiva: “a criança não é um vaso para se encher, é um fogo para ser ateado.”

Estes grandes pedagogos, muitas vezes académicos, constituiram durante séculos uma verdadeira aristocracia da inteligência que se opunha aos métodos da escola regular, demasiado uniformizados e mecânicos, e carregados de escolhas políticas.

O movimento da “nova escola” teve uma influ~encia decisiva ao afirmar a noção da educabilidade das crianças. Inspirou, grandemente, as políticas dos cuidados dos deficientes.

 

3/ Outros fatores podem explicar a evolução da legislação da deficiência.

Depois da Segunda Guerra Mundial, para curar o trauma da guerra, tornou-se necessário organizar a solidariedade social nos países em reconstrução.

Sem seguir a filosofia humanista, simples considerções éticas e em especial as condições de “viver em conjunto”, a aceitação das diferença, a recusa da discriminação baseada no sexo, raça ou deficiência são suficienteente fortes para reagir à ideologia Nazi e para inspirar a legislação sobre a deficiência.

O aspeto prosaicamente económico não é negligenciado uma vez que ao procurar facilitar a integração social das pessoa com deficiência sempre que possível, a comunidade evita sustentá-los ao longo das suas vidas. Esta escolha, inicialmente cara, pode ser muito económica alongo prazo.

 

4/ vale a pena perguntar porque não se pode negar que este ponto de vista é partilhado por muitos professores, incluindo os executivos da educação.

Ainda em oposição ao legislador, que se deve preocupar primeiro com o interesse público e responder às escolhas políticas do momento, os argumentos que desacreditam os apoiantes desta solução de “facilitação” são muitos. Por exemplo:

  • Do ponto de vista pedagógico: ao por os alunos “diferentes” à parte, não demonstramos aos outros alunos da turma que tudo o que é diferente não é necessariamente hostil. O professor que acolhe os alunos com necessidades educativas espaciais está assim a tornar mais fácil para si ensinar educação cívica sobre tolerância, respeito peladiferença, não discriminação das pessoa com base na raça, sexo ou deficiência. Por outro lado, a presença destas crianças pode ser uma oportunidade para usar ou criar inovações educativas que beneficiam todos os alunos.
  • Do ponto de vista ético, por de lado os alunos com deficiência iria criar guetos que a opinião da sociedade e do mundo nao toleram em nme dos direitos humanos.
  • Do ponto de vista económico e social, criar um apatheid bdeado na deficiência seria uma aberração, poruqe ao recusar a socialização desses indíviduos, a sociedade estaria condenada a sustentar as suas necessidades toda a viada, o que constitui uma má gestão finaceira a longo przo.
  • Finalmnete, ao legislar deste modo, o país volatria as costas à Convenção da ONU e assim, estaria a por-se à parte da comunidade internacional.

 

 

 

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