Caminhando para uma escola inclusiva na Europa

O espírito da lei na Europa e a ética da inclusão
Curso N° 3: Os limites da inclusão

Duração e desenvolvimento do debate: : 2 horas (incluindo um intervalo de 15 minutos). Esta duração pode ser alterada de acordo com a riqueza das intervenções e o número dos participantes.

1 hora - tempo dado aos participantes para pensarem sobre as questões e consultarem as fichas de pesquisa

no final do debate, são dados 30 minutos para ordenar e sintetizar as intervenções.

Um debate moderador deve ser sugerido no início da sessão .

 

 

Conteúdo

Se a educação inclusiva é a regra, pode ser implementada a qualquer custo? A convençaõ da ONU baseaia-se em convenções éticas. Assim, as condições de inclusão não devem partir destas preocupações. Defende a implementação de meios “adequados”, o que en contraste parece indicar que a inclusão não é desejável quando os meios necessários são !inadequados”. mesmo assim, temos que concordar com o significado dos termos “adequado” e inadequado” que marcam os limites da inclusão.

O âmbito da educação inclusiva também pode ser limitado por outras causas, ligadas à não –optimizada implementação dos meios ou à falta deles. Isto são limitações que devem ser superadas através da adaptação das políticas educativas, mas que por vezes são verdadeiras limitações.

 

 

Suporta para consultar

 

E se acreditarmos na educabilidade de todos: a música é uma maneira de incluir crianças com múltiplas deficiências

 

Desenvolvimento

Fornecer aos participantes as Fichas de Pesquisa sobre “os limites da inclusão” e “estar convencido da educabilidade de todas as crianças: um pre-requisito para o ensino? “

Organizar um debate sobre o tema: acha que a edução inclusiva pode ser proposta de um modo sistemático? Porque motivos?

Acha que o sistema educativo que oferece uma alternância entre uma mais prolongada imersão do aluno nas turmas regulares e ocasionalmente o acolhemento em turmas especializadas será eficaz em relação aos objetivos da inclusão? Explique porque é que essa organização é um limite à educação inclusiva

Se acha que há limites para a educação inclusiva,  como os podemos eliminar? 

Descrição do processo de aprendizagem

respostas esperadas:

1/ A Convenção da ONU defende proporcionar “meios adequados”, o que implica uma contradição porque admite que a inclusão tem limites quando os meios implementados para incluir são “inadequados”.

A Convenção da ONU não define ou classifica esses “meios adequados”. Assim, é necessário interpretar o seu significado.

Ainda com base nas considerações éticas que estão subjacentes nas recomendações da ONU, pode-se pensar que a educação inclusiva não é desejável quando:

  •   causa sofrimento a uma criança a que a escola não consegue responder, apesar de uma organização impecável. Neste caso, a incluso forçada seria antiética.
  •   a deficiência é de tal ordem que é necessário equipamento específico e este só existe em estabelecimentos especializados,

apesar destas limitações, que só avanços científicos podem eliminar, o âmbito da inclusão está muito aberto para a maioria das crianças com deficiência ou com NEE.

2/ uma organização da escola que isolar os alunos da Educação das Necessidades Especiais em turmas especializadas enquanto também frequentam turmas regulares, teria, na maioria dos casos sérias desvantagens:

  •   a estigmatização destes alunos cuja diferença é realçada
  •   subutilização das competências dos professores especializados, cuja presença nas turmas regulares facilitaria o trabalho dos professores e beneficiaria os alunos.
  •   Divisão do trabalho o que prejudica o espírito de equipa
  •   Impacto retraído da presença destes alunos para os restantes alunos da turma, enquanto muitos professores já provaram a vantagem de viver em conjunto

Esta organização seria um exemplo da má utilização dos meios implementados e um modo de desviar o espírito da lei para atingir objetivos simples e a curto prazo.

 

- 3/ de facto, ainda há muitos obstáculos que limitam os objetivos da inclusão. Por exemplo, no painel formado pelos países parceiros, pode-se encontrar frequentemente:

  •  pouco pessoal educativo e gestores consciente da deficiência. Desde que a atitude em relação à deficiência não mude e a noção de educabilidade não faça parte da formação dos gestores e dos professores, a tendência para criar estruturas especializadas para lidar com algumas formas de deficiência, incluindo a deficiência menta, será um desafio a curto prazo, que nos afasta dos objetivos da inclusão. Numa perspetiva alongo prazo, esta opção é uma má gestão, tanto financeiramente como socialmente, porque provoca riscos de não socializar o indivíduo e uma grande probabilidade de a sociedade ter de ir ao encontro das suas necessidades ao longo da sua vida.
  •  A formação insuficiente dos professores que, apesar de um grande envolvimento, acham que estão desarmados face ao desafio educativo que se lhes apresenta.
  •  A compartimentação dos interessados que tem um impacto negativo na eficácia das ações educativas, enquanto os meios são frequentemente importantes.

a maioria dos países europeus ainda tem um longo caminho para percorrer para conseguir a inclusão. Será necessário passar pelo debate da desinstitucionalização, quer dizer (quase total) eliminação das estruturas especializadas. O exemplo italiano é didático é tornou possível um avanço considerável para os objetivos da inclusão. Esse é o preço para eliminar os obstáculos da inclusão, mas é possível.

Para conseguir isto, é necessária uma grande vontade política, que compreenda o problema da desinstitucionalização de uma forma abrangente. Não basta fazer leis se elas não forem respeitadas na prática e se os objetivos não forem claramente entendidos por aqueles que são responsáveis pela sua aplicação.

A longo prazo, os estados têm tudo a ganhar ao avançarem com a a inclusão, que é a única opção que tem como objetivo socializar os indivíduos e ajuda-los a encontrar a sua independência.

 

 

 

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